Perigo em cápsulas
Tomar remédio para emagrecer pode ser muito mais complicado do que parece. Zero traçou um diagnóstico das vantagens e dos cuidados que devem ser adotados ao optar por esse tipo de tratamento Por Lyvia Squadrans
MULHERES X REMÉDIOS
>>comunidade
Veja as experiências e tire suas conclusões para ver se realmente vale a pena apelar para os emagrecedores sem sacrifícios na comunidade do Orkut “Já tomei remédio pra emagrecer” |
Diversas mulheres já passaram por problemas durante o tratamento com remédios para emagrecer. Esse foi o caso da estudante Maria Fernanda Duarte, que em 2006, quando tinha 20 anos, seguiu um regime alimentar com o uso associado de Fluoxetina, cáscarasagrada e calmante. Ela perdeu 5 kg em três meses e parecia estar tudo bem. Mas as coisas começaram a mudar. Ao tomar a Fluoxetina, Maria Fernanda ficava muito agitada e, mesmo tomando calmante, não dormia direito. “Ficava mal humorada e descontava fumando mais, além das dores de cabeça”, lembra a estudante. Depois desses três meses, ela passou a ficar enjoada e sua urina estava com uma cor estranha. “Um dia fui ao pronto socorro e não deu outra: estava com hepatite medicamentosa”. Maria Fernanda Duarte procurou um especialista que receitou repouso. Sem poder seguir o regime, ela engordou os quilos perdidos em pouco tempo. “Fiquei de cama mais de um mês, quase perdi o semestre na faculdade e fui demitida do estágio”. Hoje, ela mantém uma dieta de baixa caloria e tem pavor ao ouvir falar de remédio para emagrecer.
A babá Laura Rodrigues, de 20 anos, teve sorte. Há dois anos, a jovem tomou o Plenty, medicamento com venda controlada. Com o acompanhamento da endocrinologista, ela passou por uma dieta rigorosa e não teve nenhum efeito colateral. “Perdi 20 kg fazendo esse tratamento, mas só consegui este resultado porque segui à risca a dieta alimentar”, conta. Laura parou de tomar o remédio e fazer dieta há pouco mais de um ano e não voltou a engordar. “Agora meu desafio é manter o peso sob controle”.
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